10 de fevereiro de 2010

Philips planeja aproveitar onda ecológica com sistemas LED de luz

Mais de um século após sua fundação, a Philips uma vez mais está apostando pesadamente nos semicondutores. Desta vez, a fabricante de bens eletrônicos de consumo deseja aproveitar o potencial deles como fonte de luz.

A fabricante de uma em cada quatro lâmpadas em uso no mundo, que vendeu sua divisão de semicondutores em 2006 porque não conseguiu mais concorrer com os rivais asiáticos, investiu mais de 4 bilhões de euros (US$ 5,47 bilhões) para aproveitar a onda da tecnologia ecológica e defender sua posição mundial.

A empresa está apostando em uma mudança no mercado da iluminação, com o abandono das ineficientes lâmpadas incandescentes. Investe agora nos diodos emissores de luz --LEDs-- mais conhecidos até o momento por seu uso nas telas iluminadas encontradas na maior parte dos produtos eletrônicos.

As vantagens dos LED incluem a durabilidade e eficiência energética. Lâmpadas com essa tecnologia não contêm mercúrio, em contraste com as lâmpadas fluorescentes convencionais, que se tornaram a primeira alternativa às lâmpadas incandescentes, nos anos de 1980.

Preços em queda

A expectativa é que o custo de produção de luzes LED caia abaixo do custo de lâmpadas fluorescentes compactas até cerca de 2013, mas elas ainda serão mais caras que lâmpadas incandescentes.

Por AARON GRAY-BLOCK e HARRO TEN WOLDE
da Reuters, em Amsterdã.